terça-feira, 2 de agosto de 2011

Água e Espírito

Venho falar de um entendimento, um esclarecimento que tive hoje assistindo TV, num canal de documentários falando sobre física e astrofísica. Sempre fui fascinado pelo universo e esses documentários sempre me atraem.

Falando sobre os líquidos e como eles se encontram no universo, falando especialmente da água, vi um grupo de cientistas explicando que pelo universo tem líquidos de várias formas e de vários elementos químicos diferentes, Hidrogênio e Metano, por exemplo. Porém, para a vida como nós a conhecemos, a água seria essencial, por diversos fatores, mas especialmente uma me chamou a atenção. A água é um ótimo solvente, diferente de outros elementos da Tabela Periódica, a água tem uma composição química equilibrada, porém, polarizada.

Na fórmula H²O, os átomos se apresentam fisicamente com uma configuração em que os 2 átomos de Hidrogênio se concentram de um lado da molécula e o de Oxigênio domina o outro. Como aprendemos, os átomos se organizam por magnetismo, e o átomos da água se organizam de forma que o lado dos Hidrogênios forma um polo positivo e o lado do Oxigênio o polo negativo da molécula, sendo assim, atraindo elétrons de um lado e repelindo do outro. Por isso a água é tão bom solvente.

Enquanto aprendia um pouco de física e química, tive um certo estalo, onde simplesmente liguei nossa condição Dual nesta existência com nossa composição orgânica onde aproximadamente 70% é simplesmente água ou líquidos, que derivam dela.
Oras, se nosso corpo é composto em sua maior parte de um elemento dual como este, que tem polaridades bem definidas e claras, que expressa isso naturalmente e atua tão bem na natureza sendo assim, não seríamos diferentes como subproduto desse elemento.
Nossa natureza é dual, como nosso corpo é carregado desta fórmula. Não adianta ir contra isso, pois é isso que somos. Mudar isso é como tirar a água de nossa composição química (isso me lembra de alquimia, não?). Pode ser que sim, pode ser que não, mas isso também me fez lembrar de um termo bem recente e que tá tomando fama: “cristalizar”.

Bem, vejo este termo de uma forma bem interessante. Podemos dizer que nossa vida veio dos minerais, de alguma forma. Embora nem mesmo a ciência ainda tenha explicação exata de como a vida surgiu na Terra, muitos acreditam que tenha vindo de aminoácidos, presentes em meteoritos que se chocaram na Terra após a resfriação do planeta e a descida da água para a superfície (alguns dizem que até mesmo as primeiras moléculas de água vieram de asteroides, enfim). Não estou apto a discutir física e biologia, mas isso só mostra que nossa vida veio do elemento terra de alguma forma e “cristalizar” a nós mesmos pode ser um retrocesso evolutivo e não um avanço. Dizem que voltar ao princípio é voltar ao Criador mas se for assim posso chamar nossa espécie de “raça bumerangue” algo que simplesmente não faz sentido pra mim.

Como buscador que sou, creio que devemos ir ao próximo nível na roda dos elementos; o fogo.

O que isso quer dizer? Que devemos transcender a rigidez espiritual do sólido, a dualidade do líquido e chegarmos a plasmar a forma ígnea do fogo em nossas almas.

O plasma, também chamado de quarto estado da matéria, é o estado da chama concentrada. Estado esse que nossas almas alcançando estarão aptas a buscar algo mais disperso, porém amplo, mais fugaz, porém preenchedor e rumo ao próximo elemento, ainda mais amplo, que seria o ar.

É dito também que um espírito, quando toma uma forma física ( ou seja, descende à matéria) “plasma” sua imagem. Uma forma quase não física, mas ainda discernível e visível.

Então a ideia é essa. Inflame seu espírito, plasme seu ego e forme uma chama, irradiando luz e calor. Busque ascender na busca da evolução e saia da dualidade da água pra expansão do fogo.

sábado, 4 de junho de 2011

Exercício Básico para limpar a mente

Sente-se confortavelmente numa cadeira ou deite-se num divã. Relaxe todo o corpo, feche os olhos durante cinco minutos e observe o curso dos pensamentos que você tenta fixar. No início irá perceber que uma grande quantidade desses pensamentos precipitar-se-ão em sua mente, na sua maioria pensamentos relativos a coisas a situações do dia-a-dia, às suas atividades profissionais, suas preocupações em geral. Imagine-se na posição de um observador silencioso, totalmente livre a independente. Conforme o estado de ânimo e a situação em que você se encontrar no momento, esse exercício será mais ou menos difícil de realizar. Não se trata de perder o curso do pensamento ou de esquecê-lo, mas de acompanhá-lo com atenção. Devemos sobretudo evitar pegar no sono durante o exercício. Ao nos sentirmos cansados, devemos interromper o exercício imediatamente a adiá-lo para uma outra ocasião, quando então assumiremos o compromisso de não nos deixarmos dominar pelo cansaço. Para não perder o seu tempo precioso, os indianos, por exemplo, borrifam ou esfregam água fria no rosto a no peito, a assim conseguem permanecer despertos. Algumas respirações profundas antes do exercício também eliminam e previnem o cansaço e a sonolência.

Com o tempo, o aprendiz descobrirá por si mesmo essas a outras pequenas medidas auxiliares. Esse exercício de controle do pensa­mento deverá ser feito de manhã e à noite, e a cada dia o seu tempo deverá ser prolongado em um minuto, para que em uma semana possamos acompanhar a controlar o curso de nossos pensamentos por no máximo dez minutos sem nos dispersarmos. Esse período de tempo foi determinado para o homem mediano, comum. Quem achá-lo insuficiente pode prolongá-lo de acordo com a própria avaliação.

De qualquer modo deve-se avançar com prudência, pois não há motivos para pressa; em cada pessoa o desenvolvimento ocorre de forma bastante individual.

Retirado de "Iniciação ao Hermetismo" de Franz Bardon

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Exercício do guardião
Acomode-se confortavelmente sentado ou deitado.Feche os olhos. Fique algum tempo relaxando, até se sentir à vontade.
Depois, peça ao seu "guardião" que se manifeste. Esteja atento aos sinais: um tapinha no ombro, um toque de mão na cabeça, um "formigamento" no couro cabeludo, um aroma agradável no ar. Talvez (caso seja visual) veja uma imagem nítida na sua mente. Aí sinta uma presença protetora. O importante é não se apressar para não forçar o processo.
Lembre-se de que conviveu anos sem o contato com seu "guardião". Talvez seja preciso repetir o processo várias vezes antes de comunicar-se pela primeira vez, mas não desanime. Ele é real e sempre responde ao nosso chamado.
É importante notar se algo o amedronta nesse seu guardião. Se for uma pessoa que já conhece ou conheceu,então peça a essa entidade que se afaste e clame por seu verdadeiro guardião. Como esse guardião o acompanha desde o nascimento, é extremamente improvável que tenha a forma de alguém que conheceu nesta encarnação (caso apareça alguém desta vida, talvez seja necessário o corte de vínculos psíquicos - veja o exercício). Sendo alguém conhecido por seu espírito, a presença deverá ser extremamente agradável, mesmo que pareça alguém completamente estranho.
Passe o tempo que for necessário com seu guardião,tendo a certeza de fazer um bom esquema de proteção precauções. Quando se sentir pronto a encerrar esse contato, solicite a ele que permaneça sempre com você.
Saia do relaxamento.


Fonte: Defesa Psíquica e Espiritual